quarta-feira, 19 de maio de 2010

Era uma vez um presente


Quando uma vida inteira é perdida
uma estória inteira é ganha.
Mas e as estórias das vidas perdidas?
Como pode fazer estória de vida que foi
e não fazer vida da estória que é?

Como só ganha depois que morre?
Como só conhece depois que foi?
Como lamenta sofrimento passado?
Pra que tanto exemplo de dor?
Hoje não é mais como era antigamente.
Não era mais como era antigamente,
quando antigamente era hoje.

O papel é o futuro
A caneta é o presente
E a página do passado já virou
A estória é da gente.

Desejo


SÁBADO, 30 DE JANEIRO DE 2010


Eu quero o ócio produtivo

e a beleza dessa vida mansa;
a beleza presente nas pessoas,
mas ausente nas ações.

Eu quero o ócio produtivo
e a criatividade dessa vida insana;
a criatividade que persegue nos sonhos,
mas que abandona nas soluções.

Eu quero o ócio produtivo
e a sabedoria dessa vida imensa;
a sabedoria capaz de apresentar,
mas que apenas esconde.

Eu quero a identidade plena
e o fim da conformidade histérica.
Eu quero a inibicão do vício
e a exposição do ser.